Sistema de informação em saúde silvestre

Período de realização: 01/2015 – “sem previsão de finalização”

Público-alvo e abrangência geográfica: Homens e mulheres de todas as faixas etárias e de todo o Brasil, entre estes: profissionais da saúde; profissionais da área ambiental e turismo, estudantes de diversos níveis; agricultores familiares; populações ribeirinhas, povos indígenas, povo tradicionais, policiais do batalhão florestal, montanhistas, pesquisadores e interessados de modo geral.

Principais atividades desenvolvidas:
• Seu desenvolvimento foi concebido com a contribuição de especialistas das mais variadas formações, desde pesquisadores que se debruçam sobre estudos moleculares, taxonômicos, clínicos, ecológicos, conservacionistas de diversos grupos, até comunicadores e estudiosos de modelos computacionais sofisticados. Computacionalmente, o SISS-Geo foi construído pela parceria da Fiocruz com o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e baseado em premissas para o uso nas comunidades mais distantes e acessível às pessoas de pouca escolaridade e com equipamentos simples;
• A estrutura do aplicativo móvel foi desenhada para o sistema operacional Android, para ser executado em “smartphones” de reduzida configuração, consumindo pouco espaço de memória e processamento e, em especial, permitindo seu uso “off-line”, o que possibilita ser utilizado em áreas distantes, sem conexão de rede, valendo-se de georreferenciamento por meio do GPS do próprio aparelho;
• Muito além da elaboração dos preceitos de qualidade, o SISS-Geo foi aperfeiçoado em oficinas, a partir do treinamento e seu uso por comunidades tradicionais na Amazônia, na Bahia e Rio de Janeiro;
• Atuando em todo o Brasil, especialmente na Amazônia e Mata Atlântica o projeto inclui treinamentos para a utilização do aplicativo em 31 oficinas em comunidades indígenas e tradicionais e 6 cursos que contemplaram 1.611 pessoas, homens e mulheres de todas as faixas etárias.
• As atividades de treinamento geram o aperfeiçoamento do sistema para melhor entendimento das telas, disposição de cores, botões e textos, a facilitação da navegação para pessoas com deficiência de leitura e pouca habilidade tecnológica e obtenção de versão mais leve e estável, garantindo assim a usabilidade por diferentes perfis de usuários. O resultado desta participação inclui 166 melhorias realizadas em 28 versões lançadas até maio de 2017.

Recursos necessários: Os servidores necessitam de capacidade computacional mínima de 4 TB de armazenamento, 64GB de memória principal e 400 GFlops (400 bilhões de operações por segundo) de processamento, além de estrutura de rede capaz de suplantar as demandas por conexões simultâneas e o acesso e armazenamento de dados e fotos. Nesse sentido, foram necessários os esforços da FIOCRUZ e do LNCC, e evidentemente das instituições financiadoras, para sua viabilização, especialmente para a geração dos modelos matemáticos de favorabilidade e previsão de doenças. Entretanto, após sua instalação, a utilização do SISS-Geo em qualquer região do país demanda apenas de um “smartphone” com sistema operacional Android ou, ainda, acesso à página do projeto na Internet. Desta forma, o uso e a implantação em novas áreas limita-se apenas ao interesse de uso e da existência de uma conexão de Internet, um “smartphone” ou um computador.

Finaceiro: A implantação do projeto é composta pela aquisição de equipamentos específicos no valor aproximado de R$ 200 mil. O custo da equipe anual está em cerca de R$400 mil. No entanto, é fundamental considerar o uso de equipamentos e equipe técnica já instaladas de infraestrutura e pessoal das instituições desenvolvedoras.

Contato: FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ | Rio de Janeiro (RJ)
Marcia Chame dos Santos | marcia.chame@fiocruz.br | (21) 3882-9192

*Prática inserida pelo consultor Rafael Jó Girão (não participante do processo de chamada pública)

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