06. Gestão de resíduos sólidos

O gerenciamento de resíduos sólidos tem sido um tema amplamente tratado desde 2010, quando foi estabelecida a Política Nacional de Resíduos Sólidos, mas ainda faltam ações efetivas para sua implementação nos municípios. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, somente 42% dos municípios possuem um plano de gestão de resíduos¹. E, quando se trata de coleta seletiva, o dado é ainda menor. Quase 24% das cidades dispõem do serviço. Porém, apenas 2% dos resíduos coletados são, de fato, separados para reciclagem. O Brasil chega a perder, anualmente, cerca de R$ 120 bilhões por não reciclar o seu lixo².
Mas as preocupações com coleta e tratamento são só uma parte da questão, pois a gestão de resíduos é precedida pela extração de recursos naturais, que gera o maior impacto no meio ambiente. Por isso, a política dos 5 R’s (Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar) deve estar presente na administração pública, priorizando o consumo e o reaproveitamento dos materiais antes de mandá-los para a reciclagem.
Um bom exemplo dessa conscientização dos 5 R’s é o uso de copos descartáveis em repartições públicas. Calcula-se que um único servidor use pelo menos 500 copos ao ano. Se considerarmos o Distrito Federal, que conta com aproximadamente 50 mil servidores na administração direta, o custo anual seria de R$ 1 milhão, em média, gasto que poderia ser reduzido se fosse adotada uma medida simples como o uso de garrafas ou copos reutilizáveis³.



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